terça-feira, 6 de abril de 2010

are you the doctor?


Eu me sinto meio culpada quando sou injusta com objetos inanimados. Não consigo colocar um livro meu em cima da mesa sem colocar outro que acho tão bom quanto do lado dele, porque coitado, ele iria se sentir magoado. Quando arrumo meus bonequinhos na minha estante eu tento não deixar nenhum deles muito afastado ou atrás de todos os outros, mas algum deles sempre me parece meio miserável (o Jack Skellington, normalmente).

Agora uma pergunta: como uma pessoa que se culpa pela infelicidade de suas canetas se sente vendo Doctor Who?

Muito, muito mal.

Não que eu fique triste com as coisas trágicas que acontecem per se (tá, eu fico.). Mas é que o fato de eu ficar empolgada e toda amorzinho com um novo Doctor me faz sentir menos leal ao antigo. Aconteceu do Nine para o Ten, e agora do Ten para o Eleven. O sentimento piorou depois do primeiro episódio dessa nova temporada, que foi awesome. Toda vez que eu olho uma foto do Ten no tumblr eu vejo aqueles olhos me julgando, poxa. Me sinto como uma menina indie que desiste de sua banda preferida porque uma mais nova e ainda mais indie apareceu.

Não sei como as pessoas conseguem lidar com esse sentimento por mais de 40 anos e por 11 Doctors diferentes. É muito investimento emocional, cara. Tenho dois, quase três, e não sei mais o que fazer com eles.

2 comentários:

  1. Eu relevo o trash, os defeitos especiais, os roteiros ruins, as coisas que não fazem sentido, os personagens americanos com sotaque mal feito.
    Mas o envolvimento emocional é imperdoável. A capacidade de comer meu coração com farinha e cebola é de longe o pior defeito de Doctor Who.

    E eu peço desculpa pras canetas quando as derrubo no chão. É.

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  2. A transição entre Doctors sempre deixa essa sensação estranha.
    Mas do Ten pro Eleven foi ainda pior do que de costume.
    "I don't want to go."
    Tennant, por que você tinha de ser tão convincente?

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