quinta-feira, 24 de setembro de 2009

I DON'T KEH-UH VURRRRRRRRRRRRREH MUCH



Para meu grande choque, descobri esses dias que o Capote não nasceu velho e gordinho. A foto no seu primeiro livro mostra um garoto de uns 13 anos, biquinho Mae West-style e grandes olhos com cílios ululantes. Quer dizer, ele pode até ser bonito, se você gosta desse tipo de coisa. Quem diria, heim, Tru.


Bringin' the sexy back


E também descobri que não sabia o quanto sentia falta da TV à cabo até que, mudando de canal, parei numa maratona de Drake and Josh. Deus te abençoe, Sky. Deus te abençoe, série pré-adolescente absolutamente imprópria da Nickelodeon. A vida é bela.

Sou péssima em imitar sotaques, mas isso não me impede de cantar todas as músicas com sotaques que conheço. Sulista para I Cain't Say No, de Carousel, jamaicano em Kiss The Girl, britânico em qualquer música, e o meu preferido, o sotaque alemão de I Don't Care Much, a música do travesti de Cabaret. É um dos meus objetivos, aperfeiçoar cada um de meus sotaques.

E, para finalizar este post muito informativo, uma foto completamente gratuita do Matthew Goode parecendo intrigado.

Uma foto completamente gratuita do Matthew Goode parecendo intrigado.





terça-feira, 22 de setembro de 2009

to infinity and beyond


Então, UP. A princípio a sinopse não fez muito sentido, but who cares. É um filme com Pixar, balões, velhinhos rabugentos e escoteiros gordinhos. Não tinha como dar muito errado, e nem deu.

Deu tão absolutamente certo, aliás, que foi o único filme da história dos filmes que me fez chorar nos primeiros 10 minutos. E muito. A primeira cena, com o documentário em sépia e explorador de bigodinho é engraçada de um jeito muito charmosinho, assim como o Carl gordinho conhecendo uma Ellie banguela e descabelada. É tudo muito fofo, tudo muito nho nho nho, até chegar na próxima sequência. A Pixar é ótima em contar histórias, e acho que só ela conseguiria contar umas das histórias mais bonitas ever em 5 minutos, e sem diálogo nenhum. Você realmente entende o relacionamento dos dois, sente o amor e a tranquilidade do casamento, tudo em cinco minutos. É mais conexão com os personagens do que na maioria dos filmes.

E lendo algumas reviews achei várias pessoas reclamando (como sempre) e encontrando problemas que não existem (como sempre), mas uma coisa me irritou mais. Li em alguns lugares que achavam um desperdício que a personagem da Ellie, que oh, tão destemida quando criança, tão tomboy e espontânea, se casasse e se contentasse com essa vida medíocre de casada. Calma. Antes de tudo, achei que uma das mensagens do filme era que é ok não realizar todos os seus sonhos. E que, depois da cena que mostra o casamento dos dois, ficasse mais claro do que qualquer coisa a absoluta felicidade dos dois, Ellie inclusa.

É sempre bom realizar seus sonhos de criança, sabe. Mas também é ok isso não acontecer. As vezes as nossas perspectivas mudam- como mudaram com a Ellie. Ela sempre quis uma aventura, e não podendo ter a maior de todas, contentou-se com uma casa bonitinha e um trabalho que gostasse. Ela gostava de como as coisas eram, e isso não faz dela menos forte, legal e espontânea. É lógico que ela sonhava com a viagem para a América do Sul, mas como um sonho de criança, uma coisa maravilhosa e altamente improvável.

E às vezes isso basta. Às vezes as pessoas apenas são felizes, e isso não devia ser um problema.




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

5 fatos aleatórios sobre moi


1- Na sétima série eu comprei um caderno simples e fiz, com essas mãos que a terra há de lamber, uma capa bem bonitinha e cuti-cuti para cada matéria. O tema de cada uma era um dos Perpétuos de Sandman. (as pessoas sempre riam quando abriam em Desejo.)

2- Eu tenho cinco irmãos.

3- Tenho mais músicas da Disney no meu computador do que seria legal admitir. E meio que sei as letras de todas elas. Em português e inglês. Resultado de anos e anos de coleções de VHS's e falta de habilidade social.

4- Na quinta série me mudei para um colégio que mandava uma notificação na agenda toda vez que alguém não fizesse o dever de casa. E ela tinha que ser assinada pelos pais. Forjei todas brilhantemente durante meses, e teria saído impune se não fossem esses garotos enxeridos e esse maldito cachorro. (ou a minha professora de matemática.)
5- Eu fiz dois anos de mandarim, e não lembro de mais nada além de olá, como vai você e quero comprar uma caneta, que tipo de caneta você tem?

E alguns palavrões, é lógico.



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

emotional and really weird shit. beware.


Estava relendo Shoebox Project esses dias (uma estrelinha brilhante para quem souber o que é. Ou seja, só para você, Shibbo.) quando eu percebi. E eu tive que rir, porque sempre foi meio óbvio. Pode ser meio idiota tirar uma conclusão tão importante de uma fanfic, e que nem é ~`*canon~~* mas. A questão é- 

Eu sempre tive amigos. Muitos, até. Meus pais sempre pensaram que eu sou popular, que faço amigos rápido, e blá blá wiskas sachê. Eu sempre estive em grupos. É lógico que nunca fui a líder ou algo do tipo (porque a maioria dos grupos, pelo menos nessa idade, tem um líder. É normal.), sou totalmente fail em liderar. Mas eu sempre estava lá, bonitinha, pequenininha, fofinha. E assim em cada colégio, cada grupo. Posso traçar meu histórico escolar pelos grupos que integrei. Eu nunca fiquei realmente sozinha, isolada por muito tempo. 

Mas eu sempre...estou lá. Não sendo ignorada propriamente, ou odiada. Eu só estou lá. Não sou usada, abusada ou maltratada. É só uma... awkwardness. Uma coisa que às vezes some. Às vezes não.

E é aí que entra a epifania do início. Porque lendo aquilo eu percebi, finalmente. 

Eu não quero ser o Peter.